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elielsantos
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MensagemEnviada: Sáb Jan 24, 2009 1:01 pm Responder com citaçãoVoltar ao topo

Pastora feminista, pastor gay e pastor contrário ao “casamento” gay são convidados para cerimônias religiosas de oração para a consagração de Barack Obama



Julio Severo


A propaganda de “inclusão”, bastante presente durante toda a campanha eleitoral de Obama, agora ganha vez nas tradicionais cerimônias religiosas para sua posse. Os presidentes americanos, todos evangélicos — com a exceção de um católico —, procuravam cercar-se de oração, ainda que simbólicas. Mas, pela primeira vez, um presidente eleito dos EUA quer cercar-se de oração feita por clérigos com comportamentos e valores que são incompatíveis com a Bíblia na qual eles afirmam crer.

Durante o juramento de sua posse, dia 20, Obama convidou para orar o Pr. Rick Warren, para representar os conservadores. Não é que Warren seja estritamente conservador, mas só pelo fato de ele não apoiar o “casamento” homossexual e o aborto já o deixa automaticamente na categoria de conservador aos olhos dos liberais. Aliás, eles atiram o rótulo “conservador” em qualquer mínima opinião que discorde do aborto ou do homossexualismo. Mesmo que Warren fosse apenas contra o aborto, ainda assim os esquerdistas vociferariam contra ele.

Inclusão: a porta para o feminismo, o homossexualismo e outras aberrações

Para não dar a impressão de que a presença de Warren representa as posições ideológicas de seu governo, Obama fez questão de selecionar a pastora liberal Sharon E. Watkins para fazer a pregação no Culto de Oração Nacional que ocorrerá na Catedral Nacional no dia seguinte à posse presidencial. Esse culto é tradicionalmente freqüentado pela elite política americana.

Watkins, que se considera progressista e é membro do grupo ultra-esquerdista evangélico Sojourners, é a primeira mulher a dirigir uma grande denominação protestante nos EUA. Agora ela será a primeira mulher a conduzir uma cerimônia presidencial de oração, onde ela pregará sobre unidade, inclusão e tolerância. Também na Catedral Nacional, junto com Watkins, será oferecida uma oração feita por Ingrid Mattson, a primeira mulher a presidir a Sociedade Islâmica da América do Norte.

Outro convidado oficial para orar por Obama é o Rev. Joseph Lowery, que atuou junto com o Rev. Martin Luther King. Embora Lowery seja reverenciado como líder de direitos civis, durante os últimos 35 anos ele ficou famoso por sua retórica inflamatória e por abraçar causas radicais, tais como apoiar o terrorista muçulmano Yasser Arafat e guerrilheiros comunistas.

Para fazer a oração de invocação por ele, Obama também escolheu o bispo Gene Robinson, que entrou numa união legal com outro homem. Por causa de sua atitude de não se arrepender do pecado homossexual e de assumir publicamente uma relação homossexual com outro homem, o caso de Robinson se tornou o principal ponto de divisão na denominação anglicana mundial. Ele apoiou Obama em agosto de 2007 e desde então se tornou conselheiro espiritual de Obama. Ele será o primeiro homossexual a dirigir uma cerimônia presidencial oficial de oração. O evento ocorrerá dia 18, dois dias antes da oração cerimonial de Warren.

O Dr. Matt Barber comenta: “É vergonhoso que o presidente eleito Obama dê aparentemente tão pouca consideração aos seus eleitores cristãos oferecendo tal elevado lugar a alguém que se considera homem de Deus, mas que ficou famoso por abandonar a esposa e filhos para entrar, de forma arrogante e espalhafatosa, num estilo de vida sexualmente pervertido expressamente condenado pela mesma Bíblia que ele considera ‘sagrada e santa’”.

Entretanto, os militantes gays têm opiniões muito diferentes. O grupo homossexual radical Integrity USA, que promove a agenda gay dentro da Igreja Episcopal, declarou: “Embora sejam necessários muitos quilômetros a percorrer antes de exterminarmos o racismo, o sexismo e a homofobia neste país, antecipamos com alegria a inauguração de Barack Obama, a pregação de Sharon Watkins e as orações de Gene Robinson como sinais de grande progresso e profunda esperança”. Integrity USA também comentou que Watkins e Robinson são uma indicação de que estamos entrando numa era histórica de diversidade e inclusão.

Até mesmo Rick Warren fez comentários interessantes. O jornal Washington Post noticiou:

Warren divulgou declaração louvando Obama por selecionar Robinson, dizendo que o presidente eleito “de novo demonstrou seu compromisso genuíno de unir todos os americanos de boa vontade em busca de interesses em comum. Eu aplaudo seu desejo de ser o presidente de todos os cidadãos.”

Nas cerimônias de oração de sua consagração presidencial, Obama quer consagrar presidencialmente a “inclusão” — que significa que todos devem ser incluídos em tudo. Se homens podem ser soldados e generais, as feministas e os homossexuais também podem. Se homens podem ser pastores, as feministas e os homossexuais também podem. Se mulheres podem ser funcionárias de creches e babás de bebês, homens e homossexuais também podem. Além disso, será fortalecida a idéia feminista de que, seja numa creche ou numa viatura policial, homem e mulher podem trabalhar lado a lado sem serem casados — mas não sem caírem em tentação sexual.

Tolerância zero para com a inclusão dentro do governo obâmico


Contudo, para construir uma sociedade que espelhe sua ideologia de inclusividade, Obama teve todo o cuidado para que seu o governo fosse composto apenas por militantes a favor do aborto, do homossexualismo e do feminismo. Ninguém melhor do que radicais esquerdistas para propagar na sociedade a inclusão forçada de todos em tudo.

A inclusão de Obama envolve simbolicamente a todos somente na propaganda. Fora da propaganda, não haverá inclusão. Políticos conservadores contrários ao aborto ou ao homossexualismo não foram escolhidos para ocupar cargos ministeriais em seu governo, embora a maioria dos eleitores cristãos de Obama tenha votado contra o “casamento” homossexual na Califórnia.

Por que Obama respeitaria seus eleitores permitindo inclusão em seu governo? Aqueles que crêem que o aborto e o homossexualismo são incompatíveis para uma sociedade humana e saudável poderiam atrapalhar a agenda obâmica. Fora das cerimônias simbólicas de oração, não haverá espaço no governo de Obama para os que não aceitam a sacralidade esquerdista do aborto e do homossexualismo.

Não se sabe qual efeito as cerimônias simbólicas de oração dos escolhidos de Obama — um pastor contrário ao “casamento gay e ao aborto, uma pastora feminista e um bispo gay — terão, mas é evidente que o governo de Obama já começa marcado por uma salada religiosa que acaba honrando apenas a ideologia esquerdista da inclusão. É o espírito da Babilônia finalmente saindo do armário apocalíptico para influenciar as nações com sombrias tendências culturais.

No entanto, longe da propaganda, de meros simbolismos religiosos e de radicalismos politicamente corretos, três cristãos assumiram o compromisso de orar nos bastidores, ainda que não tenham sido escolhidos por Obama.

Em meio às orações babilônicas, orações sinceras fora da cobertura da mídia liberal

De acordo com informação da revista Charisma, o deputado federal americano Paul Broun, juntamente com os líderes pró-família Pr. Rob Schenck e Pr. Patrick J. Mahoney, tomaram a iniciativa de orar e ungir com óleo a entrada por onde Obama passará para ir à plataforma de sua posse.

Schenck leu Provérbios 21:1, que diz que Deus dirige o coração dos reis, e 1 Timóteo 2:1-4, que admoesta os cristãos a orar por aqueles que estão em posição de autoridade. Ele então ungiu com óleo importado de Jerusalém a entrada para consagrá-la "para o uso de Deus e Sua Palavra".

“O óleo simboliza consagração e a separação de algo para o uso de Deus”, Schenck disse numa declaração. “George Washington usou óleo durante a dedicação do Capitólio dos EUA. Fizemos hoje uso do óleo para separar a entrada e portas que serão o direito literal de passagem para Barack Obama quando ele assumir o cargo mais elevado de nosso país”.


Broun, que é batista e foi amplamente criticado durante a eleição por chamar Obama de marxista e compará-lo a Adolf Hitler, disse que espera que Obama como presidente dê atenção à direção de Deus.

“É importante que oremos por este lugar, mas é também importante que oremos pelas pessoas que estão envolvidas de modo que, na medida em que Deus toca nossos corações, possamos ouvi-Lo bem claramente e possamos dar atenção às orientações de Deus e seguir essas direções”, disse Broun. “Porque isso é o que fará nossa nação prosperar, isso é o que vai colocar este país de volta na rota certa: escutar ao Senhor, ler Sua Palavra, entender o que Deus espera de nós e o que Ele quer de nós de maneira que possamos seguir em obediência”.

O Pr. Mahoney, que é diretor da organização conservadora Coalizão de Defesa Cristã, com sede em Washington DC, está fazendo um jejum de 21 dias por Obama.

Orações fervorosas são necessárias, para que Deus aja e intervenha como Deus de Elias no meio de uma nação religiosa, mas cujo presidente e líderes evangélicos como Watkins e Robinson levam o nome de Deus apenas nos lábios, com orações vindas de corações que na prática querem distância de Deus e sua vontade.

Obama aceita muito bem participações cristãs simbólicas de pastores evangélicos, desde que estejam devidamente despidas dos valores do Reino de Deus e não reflitam a imagem de Deus, nem no governo, nem na sociedade. A mentalidade humanista, liberal e esquerdista, que julga possuir com exclusividade o Estado laico, só aceita o reflexo de imagens distorcidas da agenda do aborto, do homossexualismo, do feminismo, do racismo estatal inverso e de um cristianismo paganizado e sem vida como influências positivas dentro da sociedade.

É com essa mentalidade que Obama se comprometeu a derrubar todas as leis contrárias ao aborto e à sodomia nos EUA. Como maçom do grau 32, ele está pronto para mudar o rumo dos EUA e do mundo para uma nova era, onde a Nova Ordem Mundial será marcada pela expansão do direito de abortar, da agenda gay e da unificação das religiões em prol da igualdade e paz. Será o casamento e apogeu do socialismo com o liberalismo e o ecumenismo.

Entretanto, Deus não muda. Ele é Aquele que depõe e elege presidentes. Ele é Aquele que derruba e levanta nações poderosas. Ele é Aquele que humilha os arrogantes e honra os humildes. Com a oração fervorosa de seus servos fiéis, Deus pode realizar grandes surpresas políticas e governamentais, pois seu governo eterno e universal está acima de qualquer nova ou velha ordem mundial. Basta que a Babilônia novamente erga o pescoço para o alto, que do alto virá a resposta.

Versão em inglês deste artigo: Babylonian prayers in the launching of the Obamian administration





Fonte: www.juliosevero.com








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