Pessoal, não vamos pensar no CD da Bárbara. Como disse o Zebedeu (um sujeito muito sensato) seria uma tarefa hercúlea e quase impossível. E não seria tão importante assim pra nós aqui no Brasil. Vamos nos ater aos documentos da Torre, as cartas de próprio punho das vítimas (quando houver), as cartas dos anciãos, aos artigos da Torre, aos casos aqui do Brasil, etc. Gostaria de fazer um DVD incluindo todas as refutações que temos, os casos de pedofilia, os casos de crime (plágio, p.ex.), as cartas de ex-TJs e outras coisas que todos voces acharem interessante. Esse DVD poderá ser visto tanto em computador como em player de mesa. Aguardo opiniões e sugestões.
Aproximadamente 5.000 páginas de documentos legais foram reunidas a partir de 12 repositórios de registros de tribunais em quatro Estados. Estes documentos são resultados de doze processos em que os réus Testemunhas de Jeová et alli estiveram envolvidos desde 1999, embora muitos outros acordos extra judiciais tenham sido feitos pelos réus nas décadas passadas. As informações sobre esses doze casos, com comentários, estão sendo disponibilizadas num CD intitulado "Segredos de Pedofilia Numa Religião Americana, Testemunhas de Jeová em Crise", de Barbara Anderson através da companhia "print-on-demand" (POD), Lulu.
De interesse primário no momento são os nove processos pactuados [acordo estabelecido] no início de 2007 entre as vítimas de molestamento e os réus, as Testemunhas de Jeová et alli [congregações e Torre de Vigia]. Entretanto, também estão incluídos registros dos tribunais de dois outros processos que foram pactuados pela Torre de Vigia, um de 2000 e outro de 2006. Os registros do tribunal de um terceiro processo instaurado em 2004 por uma vítima de abuso foram incluídos apenas porque as informações nele contidas constituem exemplo adicional de como o encobrimento do abuso se dissemina pela organização da Torre de Vigia, quando o predador ocupa uma função de supervisão no grupo. (Neste caso específico o molestador foi condenado a prisão perpétua). O processo foi encerrado em 2004, sem prejuízo, significando que o querelante poderá reabri-lo novamente.
Acima de tudo, em todos os nove processos, envolvendo dezesseis vítimas cujos acordos foram estabelecidos em 2007, os fatos são comuns. Esses processos foram instaurados de 2003 a 2006 pelo escritório de advocacia, Love & Norris, localizado em Fort Worth, Texas. Os réus principais foram a Watchtower Bible and Tract Society of New York, Inc.; uma congregação das Testemunhas de Jeová no Estado do Oregon, uma congregação das Testemunhas de Jeová no Texas; seis congregações das Testemunhas de Jeová no norte da Califórnia e uma congregação no sul da Califórnia. Estavam envolvidos oito molestadores, todos eles Testemunhas de Jeová, também réus nos processos. Diferente da Igreja Católica, os réus Testemunhas de Jeová secretamente fizeram acordos nestes nove processos. A maioria dos acordos foi feita no final de janeiro e a maioria dos processos foi encerrada em meados de fevereiro, uns poucos sendo encerrados no início de março de 2007.
Em outubro de 2006, percebi que esses casos envolvendo as dezesseis vítimas em breve passariam por um acordo. No início de fevereiro, eu [Barbara Anderson] e Bill Bowen (silentlambs.org) fomos informados de que estabeleceram-se acordos nestes casos. Nenhuma informação adicional nos foi dada além daquela informando que nem os querelantes nem os réus eram favoráveis a qualquer publicidade. Bill e eu concordamos verbalmente em não trazer a público naquela época a informação, porque eu precisava de tempo para pesquisar os registros do tribunal em busca de mais informações sobre os processos que pudesse publicar. Visto que Bill não quis esperar mais tempo para divulgar o acordo, ele marcou uma entrevista coletiva em 10 de maio de 2007 e a Associated Press publicou a história em 11 de maio de 2007. As Testemunhas de Jeová confirmaram o acordo. Entretanto, Bill tinha muito pouca informação a relatar, entretanto, ele forneceu prova do acordo feito em cada caso, disponibilizando em seu website, o silentlambs.org, para cada um dos nove casos, o despacho do juiz dando o caso por encerrado. Estes documentos provam que todos os casos foram encerrados sem direito a apelação, o que significa que ambas as partes concordaram em não tomar nenhuma ação legal adicional. Usualmente, este tipo de acordo indica um aporte financeiro por parte dos réus, neste caso as Testemunhas de Jeová.
Nos meses que se seguiram ao acordo, foi possível eu levantar muitos detalhes sobre os nove processos junto com muitos dos documentos extraordinariamente interessantes, material secreto que os réus, a Torre de Vigia e as Testemunhas de Jeová, esperavam que permanecessem confidenciais para sempre.
Os Fatos
É o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová quem estabelece as políticas e dita as práticas para as Testemunhas de Jeová. Este Corpo opera por meio de várias corporações, em primeiro lugar a Watchtower Bible and Tract Society of New York, Inc., e a Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania, Inc. Os querelantes declararam em seus processos que as Testemunhas de Jeová assumiram uma responsabilidade de proteger as crianças em sua organização, mas falharam quanto a exercer cuidado razoável e quanto a ter políticas de bom senso para cumprir este objetivo. Por exemplo, deixaram de ter uma política que proibisse contato não supervisionado entre anciãos ou servos ministeriais e as crianças. Permitiram que crianças participassem no ministério de casa em casa junto com homens adultos e encorajaram os pais nas congregações a permitir que suas crianças participassem em estudos bíblicos com homens adultos sem outro acompanhante, permitindo também que estes homens "darem conselho" às crianças sem qualquer supervisão adicional. Veja como os advogados dos querelantes apresentaram estas asserções de forma factual.
A Torre de Vigia assumiu a responsabilidade de instruir os anciãos das Testemunhas de Jeová quanto ao que fazer quando são confrontados com alegações de abusos sexuais. Eles promulgaram políticas que instruem os anciãos a contatarem o "Departamento Legal" da Torre de Vigia para obterem orientação quanto a se deve relatar o alegado abuso às autoridades. Tais políticas, entretanto, foram criadas para evitar cooperação com investigadores seculares. Por exemplo, os anciãos às vezes eram instruídos a fazer denúncias anônimas de cabinas telefônicas de modo que as autoridades não poderiam contatá-los para obter mais informações. Realmente nunca antes vimos isto ser abordado num documento anterior, mas você poderá ver tais documentos por si mesmo.
A ré Torre de Vigia exige que os anciãos das Testemunhas de Jeová investiguem as acusações de abuso sexual. Os anciãos são instruídos a aplicarem a "regra das duas testemunhas" que, segundo a política e doutrina interna das Testemunhas de Jeová, relega as acusações a uma notificação escrita num arquivo confidencial se o acusado não confessar o crime e alegar inocência. Veja um formulário secreto da Torre de Vigia que é preenchido com o nome do molestador que, segundo o documento, foi desassociado, não pelo fato de ter confessado, mas porque houve duas testemunhas mostrando a aplicação desta regra, ainda que nenhum registro do abuso sexual ter sido relatado às autoridades.
Os anciãos são instruídos a reunir evidência, interrogar testemunhas e julgar sobre qual punição interna, se houver, deverá ser imposta sobre o molestador de criança. Os anciãos foram proibidos de revelar os resultados de suas investigações às autoridades legais. Leia o depoimento de um oficial de alto posto da Torre de Vigia admitindo que não há nenhuma política local para relatar o abuso sexual de crianças.
Veja os formulários secretos que contém questões que os anciãos devem responder ao pessoal do Departamento Legal da Sociedade. As questões neste são indicativo da natureza investigativa do processo que os anciãos haviam de passar quando houvesse uma acusação de molestamento de crianças. De forma chocante, uma das perguntas inapropriadas feitas era se algum dos anciãos acreditava que a criança atacada sexualmente foi "de algum modo responsável" pelo ataque do qual foi vítima.
Quando os abusos são ocultados das autoridades seculares, os culpados frequentemente não sofrem qualquer punição, exceto aquelas tomadas internamente pelas Testemunhas de Jeová. Algumas vezes os ofensores são desassociados ou expulsos da organização, mas outras vezes sua punição limita-se a uma repreensão particular ou ficam restritos de fazer algumas atividades da religião. Mas os membros da congregação não ficam sabendo que no seu meio há um pedófilo perigoso. A Torre de Vigia poderá usualmente readmitir um molestador desassociado ou remover suas restrições depois de um período impressionantemente curto. Os documentos estão agora disponíveis para apoiar esta denúncia.
As vítimas e suas famílias foram instruídas a não informar às autoridades seculares ou a qualquer outro membro da religião. A confidencialidade do assunto foi colocada acima de qualquer outra questão. Elas eram desencorajadas a buscar qualquer tipo de ajuda: médica ou psicológica. Leia os documentos em que as vítimas testificam que isto ocorreu com elas.
A Torre de Vigia instruiu os anciãos a fazerem relatórios escritos das acusações e das ações da comissão judicativa para seu "Departamento de Serviço". Eles mantiveram um banco de dados computadorizado com essa informação e negligentemente esconderam esta informação, deixando de utilizá-la para ajudar a identificar os predadores sexuais e a proteger as crianças. A liderança das Testemunhas de Jeová tomou a responsabilidade de compilar tais dados com o objetivo de proteger os membros das congregações. Entretanto, apesar de possuir informações que possibilitariam os pais, as autoridades legais e os anciãos identificarem os predadores e, com isso, tomarem as providências necessárias para proteger as crianças, a Torre de Vigia ocultou essa informação. Veja a carta apresentada à corte onde o porta-voz da Torre de Vigia admite que eles mantém tais dados.
O Departamento Legal da Torre de Vigia tornou o Departamento de Serviço da Torre de Vigia como se fosse seu cliente (privilégio advogado/cliente) de modo que os querelantes e os tribunais não obteriam facilmente os documentos para substanciar o escopo e profundidade dos casos de abuso sexual de menores dentro da organização da Torre de Vigia. Leia uma declaração de um dos advogados da Torre de Vigia explicando como isso funciona.
As comunicações entre os supervisores das Testemunhas de Jeová e a Torre de Vigia raramente são vistas, quando o são. Não apenas porque envolve violação do privilégio entre advogados e clientes, mas porque publicar uma carta sem autorização constitui violação da lei de direitos autorais. Entretanto, agora, pode ser lida uma carta secreta de um antigo representante de distrito da Torre de Vigia, nos Estados Unidos, em que ele comenta uma regra pouco conhecida que permite os molestadores permanecerem em suas posições de autoridade e continuarem molestando. (Esta carta e outro material confidencial foram encontrados entre os arquivos de domínio público de um tribunal do Estado de Oregon). O escritor desta carta questionou sobre uma mudança na pouco conhecida política que não poderia expandir a leniência à abusadores sexuais de menores. Isto foi antes de 1994 quando ele estava monitorando uma caso especialmente notório numa congregação das Testemunhas onde o predador, que abusou sexualmente de várias crianças, não fora removido da sua posição de ancião, nem fora chamado a uma audiência judicativa ou alguma disciplina por causa desta regra. No entanto, aquela política ainda estava funcionando em 2000. Mais ainda, há outras cartas da Torre de Vigia para os anciãos das Testemunhas anexadas aos documentos dos tribunais que estão agora disponíveis para escrutínio público.
A Torre de Vigia tem como saber quando alguem de "quem se sabe ser um molestador" se muda de uma congregação para outra. Mesmo assim, eles preferiram não monitorar a movimentação dos predadores para dar o aviso apropriado. Leia mais a respeito da atitude negligente da Torre de Vigia sobre este assunto.
Um conhecido predador foi designado Servo Ministerial pelo Corpo Governante e outros réus da Torre de Vigia em 1991. De 1991 a 1994, ele abusou de quatro crianças, as quais foram demandantes em um processo. Os fatos mostram que ele foi confrontado diversas vezes ao longo dos anos por aqueles a quem molestou, mas como as comissões judicativas das Testemunhas de Jeová exigem duas testemunhas de cada evento de abuso antes de tomar qualquer ação disciplinar, ele nunca foi disciplinado. Desse modo, mudando-se de uma congregação para outra, ao longo dos anos, ele pôde manter seus crimes escondidos por 25 ou 30 anos. Os pais informaram à imprensa que em nenhum momento foram avisados de que havia no seu meio um alegado predador sexual mesmo se os anciãos da igreja tivessem conhecimento anterior das acusações que pesavam sobre o molestador na outra congregação.
Você está interessado em saber onde estão agora alguns dos predadores anciãos e servos ministeriais? Pense em prisão. Um deles está cunprindo prisão perpétua. Veja onde estão demais.
O nome de um homem no Departamento de Serviço veio à tona num documento que mostrava sua re-designação a uma posição de autoridade várias e várias vezes desde 1964, apesar de ser molestador.
Pense a respeito dos US$ 50 mil pagos secretamente em 1996 pela Torre de Vigia a uma congregação da Califórnia onde um dos dois anciãos molestadores estava. Leia, também, a razão surpreendente para o pagamento. Fique sabendo dos fatos a respeito do provedor de seguros da Torre de Vigia.
Em vez de oferecer acordo financeiro às vítimas destes nove casos tão logo quanto possível, como fizeram em processos anteriores, a Torre de Vigia obstinadamente lutou através dos tribunais para que estes processos fossem encerrados. Isto se tornou um pesadelo para a Torre de Vigia porque as altas cortes da Califórnia, Texas e Oregon julgaram improcedentes as solicitações da Torre de Vigia para manter os documentos solicitados pelos querelantes como sendo privilégio clérigo-penitente. No futuro a Torre de Vigia se encontrará em dificuldades para se esconder sob o nomeado direito da Primeira Emenda [da Constituição Americana] para não revelar informações a tribunais seculares pelo fato dela ser uma "religião". Isto foi apenas uma dentre as excelentes decisões em favor dos querelantes que sempre eram prejudicados por tais ações da religião. Veja estas decisões.
Acompanhe através dos memorandos da ré Torre de Vigia por aproximadamente um ano as suas razões para recusar em aceitar a decisão da primeira instância quando a corte requisitou a apresentação das comunicações entre a ré e o predador, e entre a ré e as vítimas. A corte recusou reconhecer sua alegação de privilégio clérigo-penitente e obrigou sua apelação [à instância superior]. Em apenas um mês após submeter o apelo, a Corte de Apelações do Estado da Califórnia negou sua petição e, subseqüentemente, forçou-os a apresentar os documentos. Muitos destes documentos vieram à tona e podem ser encontrados no material apresentado.
Incluídos entre as milhares de páginas de documentos, o leitor poderá acompanhar meu comentário explicando as questões que conduziram a ré Torre de Vigia ao acordo multimilionário extra judicial sem precedentes.
_________________ "O homem não pode pretender alcançar certas verdades, enquanto conserva dentro de si certas mentiras."
(Carlos Bernardo González Pecotche)
Registrado: 21/05/07 Mensagens: 1551 Localização: Rio de Janeiro
Enviada: Sáb Set 01, 2007 9:45 pm Assunto:
zebedeu escreveu:
traduzir o conteudo do CD é uma tarefa hercúlea. Sugiro, em vez disso, nos conentrarmos em quaisquer casos de pedofilia congregacional no Brasil e relatarmos às autoridades quando tivermos elementos suficientes para proceder a denúncia. E acima de tudo apoiar as vitimas, principalmente aquels que foram sacaneadas duplamente: primeiro pelo agressor e segundo, pelos macacos que a consideraram como fofoqueira e agitadora na congregação.
conforme os resultados forem aparecendo, nós mesmo criamos nosso site "ovelhas sacaneadas pelas anciãos"
que acham?
Concordo! Se alguém souber de algum caso na congregação e tiver elementos suficientes para fazer a denuncia, então faça! Daí poderia criar um site com essas informações.
Mais informações sobre Abuso sexual infantil pode ser encontrado nessa página:
http://www.bernerartes.com.br/ideiasedicas/dicas/abuso.htm _________________ "O homem não pode pretender alcançar certas verdades, enquanto conserva dentro de si certas mentiras."
(Carlos Bernardo González Pecotche)
Registrado: 21/05/07 Mensagens: 1551 Localização: Rio de Janeiro
Enviada: Sáb Set 01, 2007 9:52 pm Assunto:
Romeu escreveu:
Pessoal, não vamos pensar no CD da Bárbara. Como disse o Zebedeu (um sujeito muito sensato) seria uma tarefa hercúlea e quase impossível. E não seria tão importante assim pra nós aqui no Brasil. Vamos nos ater aos documentos da Torre, as cartas de próprio punho das vítimas (quando houver), as cartas dos anciãos, aos artigos da Torre, aos casos aqui do Brasil, etc. Gostaria de fazer um DVD incluindo todas as refutações que temos, os casos de pedofilia, os casos de crime (plágio, p.ex.), as cartas de ex-TJs e outras coisas que todos voces acharem interessante. Esse DVD poderá ser visto tanto em computador como em player de mesa. Aguardo opiniões e sugestões.
Romeu muito boa a sua idéia! Eu sugiro que criemos um tópico específico para começarmos a ir organizando os materiais necessários.
Por exemplo no caso do crime de plágio eu acho que tem aqui na biblioteca do meu avô as publicações da Torre com as imagens, se tiver eu me comprometo a tirar scans dos materiais disponíveis e eu te enviou por e-mail, daí você vai organizando. Mais antes de tudo é preciso que se faça uma lista de todos os materiais que vão ser necessários, com todas as referencias, por exemplo: A Sentinela página tal, parágrafo tal e etc.
Fazendo uma lista nós podemos procurar as literaturas necessárias e te enviar.
Então, o que acha? _________________ "O homem não pode pretender alcançar certas verdades, enquanto conserva dentro de si certas mentiras."
(Carlos Bernardo González Pecotche)
eitchaaa. não sei se vcs já sbem, mas a Rosazul já tem um embrião de site contendo material de STV e questões justiciais, inclusive com material inédito no Brasil.
destaques para o habeas corpus dos betelitas, os processos de transfusão de sangue onde os irmãos que se ferraram enquanto a STV permanece ilesa e o caso da irmã Ivonete, de São Paulo, que mentiu pra polícia pra safar um colega dela - tudo registrado nos autos.
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