O comportamento das igrejas diante do processo eleitoral tem sido decisivo na hora do fiel escolher em quem votar
Estamos no meio de mais uma campanha política. E como ocorre a cada dois anos, há uma corrida quase desesperada dos candidatos em busca do apoio das igrejas. Para muitos políticos, elas são consideradas pontos estratégicos para a obtenção de votos.
Por lei, as igrejas estão impedidas de fazer campanha, mas mesmo com a proibição, elas interferem de forma mais expressiva na vida política da cidade, do Estado e do País. E embora os católicos ainda predominem entre os eleitos, as outras denominações somadas formam um contingente expressivo e cada vez maior de representantes no Legislativo e Executivo.
Essa “força eleitoral” das igrejas tem atraído o interesse da classe política, o que nem sempre significa disposição a colaborar. Enquanto há igrejas que fazem política abertamente, apoiando líderes de suas comunidades para a disputa eleitoral, outras fecham as portas até mesmo para os candidatos “da casa”. O caso mais extremo envolve as Testemunhas de Jeová, que apóiam o voto em branco ou nulo por acreditar que só Deus pode resolver os problemas que enfrentam.
A maior parte das denominações religiosas consultadas pelo JC disse se manter neutra durante o processo eleitoral. Elas se negam a fechar acordo com algum candidato, mas dizem estar de portas abertas para ouvir as propostas, desde que a conversa com os membros ocorra fora do templo.
É o caso da Primeira Igreja Batista de Bauru. Segundo o pastor Samuel Biassi do Nascimento, se o candidato quiser, ele marca um horário para conversar com os membros da igreja, mas não garante que os fiéis vão comparecer ao encontro. “Pode ser que apareçam dois, 200 ou nenhum membro”, avisa.
A isenção política, segundo o pastor, é um princípio batista. “Para nós, a liberdade de escolha é um direito inalienável.” O máximo que a igreja faz é dizer se existe algum membro candidato. E isso, segundo ele, não significa apoio. “Podemos ter um candidato na igreja, mas nunca da igreja”, afirma, enfatizando a diferença entre uma coisa e outra.
Até mesmo a Igreja Universal do Reino de Deus, que já mostrou seu poderio político, está mais isenta desta vez. Pelo menos é isso que garante o pastor Luiz Carlos Rodrigues Barbosa, vereador bauruense pelo PTB.
Ele conta que quando foi eleito pela primeira vez, na campanha municipal de 1999, o apoio da igreja foi fundamental. Na época, ele era pouco conhecido porque estava há apenas dois anos em Bauru. Resultado: foi o segundo candidato mais votado da cidade. Atrás apenas do vereador José Carlos Batata (PT).
Segundo ele, agora as coisas mudaram. “Se quiser ser eleito de novo, vou ter de me virar e gastar a sola do sapato”, comenta. A mudança na postura da igreja se deve, de acordo com o pastor, às determinações da Justiça. A legislação eleitoral proíbe que templos religiosos sejam usados como palanque por candidatos a cargo político. “Dentro da igreja não se fala mais nada sobre candidaturas”, afirma o pastor.
A Igreja Universal de Bauru tem dez candidatos a vereador este ano e cerca de 6 mil fiéis. A entidade é tão engajada politicamente que deu suporte à criação de um partido, o PRB (Partido Republicano Brasileiro), ao qual estão filiados o vice-presidente da República, José Alencar, e o senador Marcelo Crivella, candidato ao governo do Rio de Janeiro e a maior expressão da Igreja Universal, atrás apenas do bispo Edir Macedo.
A prevalência da identidade religiosa sobre a política é a base do livro “Política e Religião - A Participação dos Evangélicos nas Eleições”, lançado há dois anos pela doutora em sociologia Maria das Dores Campos Machado. No trabalho, ela aponta vantagens e desvantagens do avanço da religião na vida pública, especialmente das igrejas pentecostais.
Segundo ela, é comum essas entidades controlarem a decisão eleitoral de seus fiéis. Por outro lado, elas têm colaborado decisivamente para que as camadas mais pobres aprendam o valor do voto.
Dos 15 vereadores de Bauru, seis são evangélicos, oito são católicos e um é da Seicho-No-Ie.
André Felix forista sênior - 2º fase Usuário: OffLine
Registrado: 08/09/07 Mensagens: 1448 Localização: São Paulo - SP
Enviada: Sex Set 12, 2008 12:24 pm Assunto:
Fico imaginando o quanto essa posição das testemunhas de Jeová um dia não vai trazer alguma 'aura' de honestidade e pureza.
Pastores evangélicos são, em boa parte, corruptos e interesseiros, outras seitas místicas ou 'secretas' como sei-cho-no-ie, rosa cruz e maçônicos em geral, possuem até políticos corruptos, traficantes e criminosos em geral em suas fileiras.
Eu, nesse ano eleitoral, estou com a difícil tarefa de escolher entre a bosta e a merda.
André Felix
Registrado: 05/09/08 Mensagens: 297 Localização: CENTRO DA ARRUANDA
Enviada: Sáb Set 13, 2008 12:53 am Assunto: Re: Quando o voto é controlado pela fé - evangélicos e Tejot
Por lei, as igrejas estão impedidas de fazer campanha, mas mesmo com a proibição, elas interferem de forma mais expressiva na vida política da cidade, do Estado e do País. E embora os católicos ainda predominem entre os eleitos, as outras denominações somadas formam um contingente expressivo e cada vez maior de representantes no Legislativo e Executivo.
Oloco meu eu não sabia que igrejas estão proibidas de fazer campanhas pois em curitiba principalmente as pentecostais pedem para seus fiadores quero dizer fiéis para votarem em seus canditados que na maioria são pastores he he he, bando de aproveitadores é bom eu ficar sabendo dessa lei irei pesquisar mais afundo e vou denunciar para tre daqui. _________________ Orações, rezas ,despachos, bençãos, maldições sacrificios, vitórias e derrotas, tudo termina no nada.
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