Acusado da morte do professor Josafá Borges da Silva, morto em maio de 2006, o cabo PM Antônio Eduardo Guimarães da Companhia de Operações Especiais, passa por julgamento iniciado na manhã de hoje, quinta-feira (18) no 1º Tribunal de Júri de Porto Velho.
O PM foi acusado da morte de Josafá em 2007. O professor foi assassinado dentro de sua residência, no bairro Marcos Freire, durante a noite de 16 de maio durante uma operação da Polícia Militar que procurava o foragido da justiça “Raimundo Boi”, acusado de matar um policial.
Josafá foi confundido com o procurado, na tentativa de se justificar, o PM disse que Josafá havia reagido, estava armado com um revólver de calibre 38 e com a arma disparou um tiro contra o policial. No entanto foi constatado que a vítima não possuía arma de fogo e nem reagiu ao ataque dos policiais.
Josafá morto na frente de seus familiares, era conhecido pelos moradores do bairro por sua boa índole, nunca havia se envolvido em crimes e era membro da religião Testemunhas de Jeová, o que gerou revolta na população da localidade que chegaram a fazer protestos em pedido de justiça.
O julgamento está aberto à comunidade, porém não será permitido reprodução da imagem do réu para divulgação na imprensa pelo fato do PM ainda estar na ativa. O Policial está lotado na Casa Militar da Prefeitura do Município de Porto Velho, fazendo a segurança do prefeito Roberto Sobrinho (PT).
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