Obrigada Edmilson.
Penso que é o meu conceito sobre "sensação", "pensamento" e "meditação" que está meio distorcido. Parece-me que para mim são todos e Um só. Nunca tinha notado isso. Por vezes tenho pensamentos muito vagos e superficiais - que não são nada mais do que sensações - e outras vezes concretos e mais profundos. Sinto-me melhor e mais segura com os segundos. Mas são um tôdo.
Não faço idéia se a mente alheia também funciona dessa forma.
Talvez retirando essas "sensações" eu retirasse os meus estereótipos mentais e pessoais. Será que é a isso que se refere "anular o pensamento"? _________________ "Quando nós pensamos que temos todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas."
Porque vc achou essa minha caracteristica significativa de alguma coisa?
Sim. Esta característica indica uma mente compassiva e de certa forma aflita por um mundo cheio de crueldade.
O mundo é assim cheio de crueldade justamente porque as pessoas acreditam que devem mudar o mundo sem antes mudar a si mesmo.
Mahatma Gandhi, o libertador Hindú da Índia, costumava citar a seguinte frase:
Devemos ser a transformação que desejamos no mundo.
Bem, neste tocante percebemos que as pessoas ditas Injustas, nada mais são que pessoas que influem no mundo sem antes mudar interiormente.
Alguém que deseja ser rico pode se valer de meios inescrupulosos ou não para ser tal. Tudo vai depender da forma como ele é internamente.
Budha costumava dizer:
Inútil vencer, numa batalha, milhões de homens. Vencer a si é a maior vitória.
Este é o grande desafio para a humanidade. Se ateus, crentes e agnósticos não buscarem mudar seu interior de nada valem ser ateus, crentes e agnósticos!
Um ateu pode ser, e afirmo com todas as letras, uma pessoa compassiva, sábia e amorosa.
O mesmo valem para agnósticos e crentes. A grande questão é parar de olhar o problema lá fora e ver que o problema começa consigo.
Mudar lá fora sem mudar o interior é, em profundidade, usar uma chave de fenda para cortar um grosso tronco. Pode até, um dia, dar resultado, mas ae já pode ser tarde demais para construir uma casa...
Claro que gosto da sua pergunta e interesse, mas que "importância" tem isso para um budista??
Se você pode fazer alguma coisa, deve fazer...
Se você não pode fazer nada, então não precisa se torturar ou ficar com insônias.
Os budistas tibetanos tem uma visão de que você deva se ver como uma deidade e sua volta como uma mandala. A mandala nos desenhos tibetanos, é a morada da deidade e onde ele pode perceber e atuar.
Procure perceber e mudar a sua mandala e não se preocupar ou torturar-se com as coisas lá fora dela. Cuide para aqueles que visitam sua mandala (família, amigos, pessoas que você ajudará quando for psicóloga) estejam bem e que você transmita as bençãos de sua transformação interior e de suas boas ações com eles.
Não se preocupe com injustiças. Elas existirão independente de você preocupar-se ou não com isso. Preocupar-se é tão útil para resolver os problemas do mundo quanto mascar chiclete...
Se você criar uma mandala as pessoas que nela entrarem notarão como é sua anfitriã e, neste caso, seu exemplo poderá influencia-los de maneira positiva. Eles, por sua vez, poderão atuar em suas respectivas mandalas e esta influência se extenderá a outros.
Gasshô _________________ A verdade esta dentro de nós. Não surge das coisas externas, mesmo que assim acreditemos.
agradeço muito sinceramente a sua resposta. Preciso ponderar um pouco mais sobre o que vc escreveu, embora tenha concordado e apreciado tudo, para fazer um comentário ajustado. Penso que o seu comentário merece uma reflexão mais profunda do que a que pude fazer neste espaço de tempo.
Passei para dizer: muito obrigada por refletir comigo.
Este tópico tem sido muito válido desde o início.
Voltarei em breve. _________________ "Quando nós pensamos que temos todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas."
tenho pensado sobre o assunto de nos podermos ver como uma deidade. É um assunto complexo. A minha visão é que há divindade em nós, mas mais no sentido de fazer-mos parte dum tôdo divíno, e não uma deidade individual. Somos uma parcela do divíno, quanto mais a luz brilhar em nós. Penso que aí entra o papel da tal mandala que vc falou acima. Entendi a mandala como a nossa missão (ou missões), algo como o nosso karma. É através da mandala que podemos expressar luz e dessa forma divindade.
Não sei se vc é um ateu convicto como o Johannes, mas hoje fiquei pensando em vcs dois, enquanto palitava batatas... pensei que talvez a vossa visão ateísta e a minha visão de sermos parcela do divino, tenha algo em comum, maior do que a contradição que parece.
Pensei assim: talvez o vazio existencial seja a forma como Deus se manifesta. Talvez o vazio seja o próprio divíno.
Repare, estou falando dum conceito de Deus muito pessoal e abstrato, não o Deus da bíblia.
Para mim o vazio parece a coisa mais complexa e perfeita que há. Isso parece-me divíno. É o vazio que nos torna livres, únicos, criadores. O vazio é a maior expressão de amor, porque nos permite sermos o que quisermos, sermos quem realmente somos, sem julgamento.
O vazio invalída qualquer protótipo de humano padrão, certo e errado. Penso que o vazio é uma expressão de amor sublime, porque aceita o espaço de cada um individualmente.
Pra mim o vazio é Deus, e Deus é o vazio. Numa expressão tão sublime, que Ele nos permite entendê-lo (percecioná-lo) até pela visão ateísta, que o nega, mas que O reconhece na forma de vazio, embora não como o Deus convencional.
Foi muito confuso o que escrevi? Faz sentido? Para mim essa vossa forma de ateísmo, não é exactamente uma negação de Deus, mas uma forma diferente de vê-lo. _________________ "Quando nós pensamos que temos todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas."
tenho pensado sobre o assunto de nos podermos ver como uma deidade. É um assunto complexo. A minha visão é que há divindade em nós, mas mais no sentido de fazer-mos parte dum tôdo divíno, e não uma deidade individual. Somos uma parcela do divíno, quanto mais a luz brilhar em nós. Penso que aí entra o papel da tal mandala que vc falou acima. Entendi a mandala como a nossa missão (ou missões), algo como o nosso karma. É através da mandala que podemos expressar luz e dessa forma divindade.
O "nos ver como uma divindade" dos budistas vajrayana (o Veículo do diamante) tem uma prática meditativa cuja função é a de despertar nossas faculdades perceptivas de forma compassiva, ou seja, a transformação do nosso caráter. Quando praticava esta forma de meditação, eu ainda não podia me ver como uma deidade (há diferenças entre deidade e divindade que explicarei depois) pois ainda não havia despertado em mim os elementos do caráter necessários para passar a praticar a Sadhana (meditação de divindade) somente um lama poderia liberar esta faceta.
Mas, no geral, a visão que eu entendi do budismo vajrayana segue da forma como você entendeu. A mandala não é só nossa missão, mas também a forma pela qual você atua no mundo. A mandala, seria algo como o "mundo ao seu redor, compreende?
Esta parcela do divino é em profundidade a vacuidade dentro da visão vajrayana.
Não sei se vc é um ateu convicto como o Johannes, mas hoje fiquei pensando em vcs dois, enquanto palitava batatas... pensei que talvez a vossa visão ateísta e a minha visão de sermos parcela do divino, tenha algo em comum, maior do que a contradição que parece.
Pensei assim: talvez o vazio existencial seja a forma como Deus se manifesta. Talvez o vazio seja o próprio divíno.
Repare, estou falando dum conceito de Deus muito pessoal e abstrato, não o Deus da bíblia.
Para mim o vazio parece a coisa mais complexa e perfeita que há. Isso parece-me divíno. É o vazio que nos torna livres, únicos, criadores. O vazio é a maior expressão de amor, porque nos permite sermos o que quisermos, sermos quem realmente somos, sem julgamento.
O vazio invalída qualquer protótipo de humano padrão, certo e errado. Penso que o vazio é uma expressão de amor sublime, porque aceita o espaço de cada um individualmente.
Pra mim o vazio é Deus, e Deus é o vazio. Numa expressão tão sublime, que Ele nos permite entendê-lo (percecioná-lo) até pela visão ateísta, que o nega, mas que O reconhece na forma de vazio, embora não como o Deus convencional.
Foi muito confuso o que escrevi? Faz sentido? Para mim essa vossa forma de ateísmo, não é exactamente uma negação de Deus, mas uma forma diferente de vê-lo.
Se existem coisas que não se pode definir este é o Johanes e eu, hehehe!!
Minha visão é a visão e a não-visão. O que é a verdade apara mim? simples: A tela do computador Wahahahahahahahaha...!
Mas quanto a questão levantada por você, eu gostaria de citar um pequeno trecho de 2 místicos cristãos sumariamente ignorados pela comunidade cristã, justamente pela falta de visão desta comunidade:
Angelus Silesus costumava citar:
O Deus que é pura vacuidade
É criado como forma
Tornando-se substância
A quietude e a tempestade
Monsier Eckart também costumava citar
Fique en silêncio e conheça a deus.
Ambos os místicos não eram em nada místicos ao meu ver... Ambos entenderam a vacuidade e a expressam desta forma.
O que devemos sim evitar, e não criar, dualidades, compreende? Se você faz divindade e faz profano, logo deus lhe foge a percepção, compreende? Se você olha para um belo morro e diz; isto é uma obra maravilhosa de Deus, acredite: você se distanciou dezenas de universos de distância de Deus!
Esta fazendo sentido para você? Não? Quer uma bala (rebuçado)???
Wahahahaha!!!!!
Gasshô _________________ A verdade esta dentro de nós. Não surge das coisas externas, mesmo que assim acreditemos.
Todos os horários são GMT - 3 Horas Ir à página Anterior1, 2, 3
Página 3 de 3
Você não pode enviar mensagens novas neste fórum Você não pode responder mensagens neste fórum Você não pode editar suas mensagens neste fórum Você não pode excluir suas mensagens neste fórum Você não pode votar em enquetes neste fórum