Quando eu era criança era sim, a assembléia era piquinique mesmo, depois entraram as fichas. Eu trabalhava sempre no congresso de vender as fichas, depois ficarva no sorvete, na bomboniere,etc...Toda assembléia eu queria trabalhar, era bem melhor que ter que ficar assistindo e pelo menos sempre tinhamos lugar certo pra sentar comoutros irmãozinhos jovens dentro na bomboniere ou Quiosque de sorvete.(Isso em Ribeirão Pires)S.Paulo.Também no meu tempo os congressos eram feitos em Estádios de Futebol, Morumbi, Pacaembu, Bruno Daniel, eram um verdadeiro súplicio, pra ir no Banheiro então,meu Deus, mas nós as irmãzinha esperavámos ansiosas esses congressos, pois tinhamos mais chances de encontrar irmãos diferentes dispostos a engatar um namoro e sim desencalhar ......Quanta besteira...
Na minha época (antes de mudanças, pois acabei passando por algumas) era assim:
- Assembléia era no Ginásio do Ibirapuera e congresso no Estádio do Pacaembú, não existiam os salões de assembléia;
- A comida dos intervalos de almoço e janta (isso mesmo, tinha a janta, pois ia até as 21h45), eram comidas mesmo, em grandes panelões de alumínio e bandeijas de aço inox, que nem a dos presidiários americanos, igualzinho, sem tirar nem por, até a fila;
- Tínhamos que preencher três relatórios: de campo, de revisita e de estudos;
- Sperintendente era só o presidente, os demais eram servos de livro, de estudo e ajudante, esse último o segundo da hierarquia;
- Superintendentes viajantes eram servo de circuito (cobria a cidade), servo de distrito (cobria os estados) e tinha um outro que viajava pelos países, não me lembro o nome dado;
- A Sentinela e Despertai! eram quinzenais, vinham enroladas em maços de 50 unidades e o objetivo principal era fazer assinaturas de tais, que vinham pelos correios ou pro salão, pros jumentos irem entregarem aos assinantes;
- O livro pra conquistar fiéis era Do Paraíso Perdido, Ao Paraíso Recuperado, do tamanho do Revelação e com imagens aterradoras, principalmente para uma criança;
- Na escola recebíamos notas que eram F, R, B e E: F=fraco, R=regular, B=bom e E=excelente e ficávamos em pé diante da tribun, como num tribunal mundano;
- A saída de campo era nos mesmos locais dos estudos de livros e começava às 8h com a consideração do Texto Diário (hoje o Examine) que vinha na parte de trás da Sentinela. O comentário vinha a referência da revista que íamos procurar naquele monte, pra poder ler;
- Não podia aceitar sangue ou seus derivados. Uma irmã que recebeu, inconscientemente uma transfusão (ELA NÃO SABIA), entrou em parafuso porque foi evitada como se fosse uma leprosa, ela chorava copiosamente se culpando desse "pecado grave";
- As reuniões de serviço e escola eram na quinta-feira e duravam duas horas, das 19h30 às 21h30; os discursos públicos, aos domingos, duravam uma hora e o estudo da Sentinela, mais uma;
- Se o memorial caísse de domingo, antes havia o estudo da Sentinela;
- Os formulários para angariar assinaturas era um azul (A Sentinela) e um amarelo(?) (Despertai!);
- O livro de estudo (terças) era o Seja Deus Verdadeiro, de capa marron;
- A Bíblia utilizada era a JFA para o antigo testamento e a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas (só tinha o novo testamento). N. do R.: JFA porque era a única que trazia o nome Jeová;
- Toda a semana tinha uma festinha na casa de alguma "irmã", que procurava marido, chatas pacas;
- Fui num casamento TJ (aff, sem comentários) em que uma "irmã" e um "irmão" se encontraram no amor, ela com 53 anos e ele com 19, lá na Vila Mariana, num momento de autêntica bizarrisse;
- Íamos à assembléia com o intuito de paquerar as irmãzinhas e, para impressionar, levávamos um "gravador K7" para gravar os discursos e impressionar;
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