TESTEMUNHAS DE JEOVÁ LIVRES!!!

 
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Estudo das incoerências históricas do cristianismo
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Jerry
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MensagemEnviada: Ter Jan 15, 2008 7:21 pm    Assunto: Estudo das incoerências históricas do cristianismo Responder com citação

Eu não sei como não fui me lembrar disso antes. Quando eu ainda fazia faculdade de História, a professora da disciplina História Antiga II trabalhou com a turma o livro do historiador marxista Ambrogio Donini, intitulado História do Cristianismo: das origens a Justiniano.

A princípio eu não entendi porque ela pediu tanto aos cristãos da sala que não se esquecessem de que estavam numa Academia, e que ali não era lugar para debates acerca da fé, e sim das evidências. À época eu era agnóstico, então nem dei muita bola para essa introdução. O que eu não poderia esperar era que as revelações, todas respaldadas, de fato sacodem a fé cristã.

Foi um pega-pra-capar na sala. Os cristãos, especialmente os evangélicos, à medida que o estudo prosseguia, tentavam de toda maneira (exceto através de evidências) desacreditar as informações. Até que chegou uma hora em que a professora, mestre na área, teve de dar um chega-pra-lá neles.

Dentre alguns fatos interessantes, posso citar de antemão que a cidade de Nazaré não existia na época em que Cristo viveu. Ou que as evidências apontam para o fato de que os escritores dos evangelhos nunca pisaram os pés na Palestina, motivo pelo qual cometem erros grosseiros em suas narrativas.

Achei por bem, ainda que possa ser um pouco exaustivo para mim, digitar e disponibilizar para todos nós os dois primeiros capítulos da obra. Todo dia vou postando um subtítulo, e aí fica melhor também para compartimentarmos a discussão.

O livro é esgotado, e quem morar numa cidade onde haja biblioteca universitária talvez o encontre. De qualquer sorte, a bibliografia é a seguinte:

DONINI, Ambrogio. História do cristianismo: das origens a Justiniano. Lisboa: Edições 70, 1983.
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Reginaldo
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MensagemEnviada: Ter Jan 15, 2008 8:39 pm    Assunto: Responder com citação

Jerry, gostaria muito de ler esse livro, parece ser muito bom.

Achei interessante este site Jerry
http://ceticismo.wordpress.com/2007/02/07/a-maior-farsa-de-todos-os-tempos-as-provas-e-as-contra-provas/
erreve
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MensagemEnviada: Ter Jan 15, 2008 8:48 pm    Assunto: Responder com citação

Também gostaria de ler o livro, mas, como o Jerry disse, está esgotado. Frown

Este é um assunto que me interessa e muito, porque a resposta para tudo está ali, nos primeiros 3 séculos da Igreja cristã. Esse é um período obscuro, sobre o qual os clérigos (inclusive a Torre) criaram muitas lendas e procuram manter oculto de seus rebanhos e que só recentemente tem -se trazido à luz o que acontecia com as seitas cristãs naquele período.
Jerry
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MensagemEnviada: Ter Jan 15, 2008 9:50 pm    Assunto: Responder com citação

O autor principia por fazer uma comparação entre budismo, islamismo e cristianismo, criticando este último por se arvorar ser mais histórico que as demais religiões. Critica ainda que as estatísticas desprezam o número grande de “ateus”, e diz que negar uma divindade não é sinônimo de falta de religiosidade. Transcreverei a partir do momento em que seu foco é o cristianismo, a partir da página 28. Daí por diante, a transcrição é ipsis literis.
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Jerry
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MensagemEnviada: Ter Jan 15, 2008 9:52 pm    Assunto: Responder com citação

CAPÍTULO I
O PROBLEMA DAS ORIGENS: JUDAÍSMO E CRISTIANISMO À LUZ DAS DESCOBERTAS MAIS RECENTES


(...)

Ainda que deixemos de parte as profundas diferenças que existem no interior do mundo cristão, e que são o fruto do desenvolvimento gradual das forças sociais e espirituais no decurso destes dois últimos milênios, a procura de um fundamento histórico do núcleo originário da doutrina cristã torna-se complicada e, por vezes inextricável, precisamente pela língua dos textos mais antigos, aos quais nos devemos referir para reconstruir, se não a sua essência, pois uma tarefa tão desesperada é em grande parte infrutífera, pelo menos uma formulação satisfatória.

A trágica vivência do seu fundador, Jesus dito “o Cristo”, nos textos que reflectem as crenças e expectativas dos seus primeiros sequazes, é localizada na Palestina, com base num conjunto de mitos que se reclamam da revelação transmitida, em tempos imemoriais, na Bíblia, ao pequeno povo de Israel: o “pacto” solene, ou Antigo Testamento, intrometendo-se entre a divindade tribal, Javé, garante o destino da Nação, situado para lá das desventuras que tinham comprometido a independência daquele povo, e as fileiras privilegiadas dos seus fiéis.

Deste pacto, um verdadeiro contrato bilateral (“tu ser-me-ás devoto e eu serei o teu protector”), considerado ainda válido em termos de fé e de elaboração teológica, Jesus, o Messias, o “ungüento” do Senhor, o rei tão esperado pela literatura profética e pela fantasia popular, é apresentado como o renovador, o arauto. Será este o “novo pacto”, a nova aliança, o Novo Testamento.

Os poucos documentos que nos falam de Jesus, ou sejam, os quatro Evangelhos, os Actos dos Apóstolos, as vinte e uma Epístolas canônicas e o Apocalipse – vinte e sete ao todo, como o eram também os livros da Bíblia e as letras do alfabeto hebraico – não chegariam até nós na língua falada naqueles tempos na região onde teriam ocorrido os factos, o aramaico, nem tão-pouco no hebraico bíblico, transmitido pelas castas sacerdotais como a “palavra de Deus” e, deste modo, não modificável, mesmo que pudesse ser incompreensível; esses documentos aparecem-nos no dialecto grego popular das massas humildes e menos afortunadas do mundo mediterrânico, a koiné, que tinha sido adoptada nos últimos dois ou três séculos antes de Cristo, não sem disputas e modernizações, pela maior parte dos camponeses e artesãos de descendência judaica, os hebreus emigrados da Palestina e dispersos por quase todas as cidades do império romano e pelas zonas interiores da Ásia Menor, da Grécia e do Egipto.

Termos como Cristo, forma grecizada do hebraico Mashiah (o ungüento, o rei, o Messias, apelido e não nome próprio), ou apóstolo (enviado especial, delegado de administração e encarregado de levar para Jerusalém as colectas para a manutenção do Templo), presbítero (o ancião, donde veio a palavra “padre”), bispo (o que vigia), baptismo (o banho purificador), ágape (o amor e, mais tarde, banquete fraterno), eucaristia (acção de graças, refeição sagrada ritual), apocalipse (revelação) e, finalmente, evangelho (anúncio de um acontecimento feliz) e igreja (ekklesia, isto é, reunião, congregação dos fiéis), termos como estes, dizíamos, tinham ainda um significado religioso preciso para os hebreus da emigração, ou da “diáspora” e, neste âmbito bastante restrito, podiam também não ser mal entendidos ou interpretados de um ponto de vista extrajudaico; porém, tratava-se apenas de um canal forçado, através do qual a nova mensagem neotestamentária tinha sido elaborada precisamente por pessoas de cultura e origens completamente diferentes e para as quais a antiga terminologia religiosa já não tinha senão valor escasso e indirecto. Se pensarmos que nos dois únicos passos onde vem transcrita a palavra hebraica “Messias” (Evangelho de S. João, I, 41 e IV, 25), o autor se vê obrigado a recordar, para os fiéis que evidentemente já não o sabiam, que aquele vocábulo, traduzido, “significa Cristo”!

É também possível que alguns dos textos que começaram a fazer parte do Novo Testamento, no decurso dos primeiros três séculos da história cristã, tivessem sido originariamente redigidos em aramaico ou mesmo em hebraico. Mas nós apenas conservamos algumas expressões, repetidas actualmente sem mesmo serem compreendidas, como por exemplo: abba (pai), rabbì (meu mestre), alleluia (Deus seja louvado), amen (é verdade, e não “assim seja”), osanna (dá-nos a vitória, salva-nos) effata (abri), talithà kum (menina, levanta-te, a propósito do milagre da filha de Jairo, no Evangelho de S. Marcos, V, 41) ou tabithà kum (gazela, levanta-te, como se pode ler nalguns manuscritos gregos e num episódio análogo de ressurreição atribuído a S. Pedro, nos Actos dos Apóstolos, IX, 40) e pouquíssimas outras expressões.

Em todo caso, a ressonância típica da terminologia usada nas comunidades judaicas, anterior à perda da sua independência nacional, em 70 d.C., com Tito, e posteriormente, em 135 d.C., com o imperador Adriano, ao transferir-se dos centros de emigração para as massas de convertidos de origem não-hebraica, já não era a mesma: proclamava então outras idéias religiosas e outras práticas de culto, incompatíveis com a fé bíblica tradicional, mas imediatamente perceptíveis no ambiente dos pobres, dos deserdados, dos “sem história”, que a conquista romana reduzira a condições de servidão pessoal ou de total sujeição, no campo económico, social, jurídico, esquecendo as suas profundas contradições internas e o jogo de interesses recíprocos.

JUDAÍSMO PALESTINIANO E JUDAÍSMO DA “DIÁSPORA”

Os hebreus não eram os únicos que viviam organizados, fora dos seus confins territoriais, nas principais zonas de imigração do mundo mediterrânico, no início da nossa era.

Temos conhecimento, para além da dos hebreus, de uma “diáspora” dos sírios, com o seu culto estelar; dos persas e das populações do Ponto e Comagena, com o seu Mitra invencível; dos asiáticos das regiões costeiras da Anatólia, portadores de uma grande divindade feminina, a “mãe divina”; dos egípcios com o seu Serápis e a rainha Ísis, celebrada por Apuleio nas Metamorfoses (também conhecidas com o nome de o jumento de ouro) como omnipresente, “senhora dos elementos”, “mãe da natureza”; dos babilónios conhecidos pelas suas práticas astrológicas; dos africanos, originários da Numídia, da Mauritânia e do litoral cartaginês, com as suas divindades púnicas de fertilidade e de salvação; para não falar dos helenos, orgulhosos dos seus múltiplos sistemas filosóficos e morais.

Todos esses grupos viviam amigavelmente em conjunto, nos círculos e “colégios funerários”, nos mercados, nas corporações, nas administrações municipais e nos estabelecimentos universitários, em Atenas e em Corinto, em Tarso e em Alexandria (do Egipto), em Tessalonica e em Antioquia, em Rodes, em Chipre e em Roma.

Mas os hebreus, com o seu rígido monoteísmo e as suas características rituais e de culto, constituíam sem dúvida o núcleo mais homogéneo.

Ora, para um hebreu emigrado, habituado desde que nascera a fazer uso da língua grega, o termo Cristo – particípio passado do verbo chrio, ungir, qualidade político-litúrgica (aquele que foi formalmente designado, graças ao efeito sagrado do óleo, para assumir as mais altas dignidades do poder real ou sacerdotal), qualidade extensiva por vezes a estátuas ou a imagens de deus, a pedras ou a árvores sagradas – podia ainda ligar-se a uma experiência religiosa particular, com vista à instauração de um “novo reino”, de um estado genérico de felicidade e de bem-estar sobre a terra, tal como fora sonhado por alguns dos antigos profetas de Israel e pelos novos apocalípticos, desprezados pela aristocracia judaica, mas exaltados e feitos pelas próprias massas.

Tais factos foram comprovados, ainda recentemente, pela descoberta dos manuscritos hebraicos – e alguns aramaicos – escondidos há dezanove séculos nas grutas escavadas na parte posterior das paredes rochosas que se elevam junto às águas desoladas do Mar Morto, na zona que recebeu o nome de Qum-ràn, posto pelos árabes, que durante cerca de mil e quatrocentos anos tinham ocupado as suas margens. Como protagonistas destes factos, temos conhecimento de uma pequena comunidade de hebreus dissidentes da Palestina, considerados “hereges”, que já não aceitavam o poder indiscriminado do alto clero de Jerusalém e das corrompidas castas dominantes, pois a seu ver – e segundo a que será mais tarde a interpretação cristã prevalecente – tinham violado o “pacto” solene, feito entre a nação judaica e o seu Deus exclusivo, exigente e ciumento, o inominável Javé, pronunciado em voz alta como Adonai (“meu senhor”) na leitura tradicional, e que se tornou depois Jehovah, em português “Jeová”, quando foram introduzidas as vogais, entre o século V e o século X d.C., no texto consonântico da antiga Bíblia.

Mas fora destes ambientes, na emigração, a denominação “Cristo”, como arauto e inaugurador do tão esperado reino messiânico, não podia deixar de perder gradualmente o seu significado original, até ao ponto de ser interpretado como um novo nome da divindade, filho de Deus ou o próprio Deus, ainda antes de ser associado a Jesus; de tal forma, que em latim foi traduzido não por “ungüento”, mas por “Cristo”, como nome próprio. No Evangelho de S. Marcos, por exemplo, a expressão “Jesus Cristo” encontra-se apenas no prólogo (I, 1): estamos em face de uma fórmula compósita, tardia, que reflecte uma terminologia helenística, e não palestiniana. No resto da sua narração, S. Marcos fala sempre de Jesus, não de Cristo, e muito menos de Jesus Cristo; ao passo que o autor das epístolas atribuídas a Paulo de Tarso usa de preferência Cristo, à maneira da “diáspora”.

O próprio termo cristão (christianòs), que a partir de uma raiz grega tem a desinência do adjectivo latino, e que se encontra raramente, não mais de três vezes, no Novo Testamento, nasceu num ambiente não palestiniano: é provável que fosse usado em sentido de irónico desprezo (os “ungüentos”, os “emplastros”) para os distinguir dos hebreus da Sinagoga os recém-convertidos, gente estranha, com grandes cabeleiras, um pouco como os nossos “cabeludos”. Os Actos dos apóstolos referem que os “discípulos receberam pela primeira vez o nome de cristãos em Antioquia” (XI, 26), capital da província romana da Síria, onde vivia uma colónia de hebreus helenísticos de proveniência cipriota; já nos encontramos no século segundo, mas será necessário esperar pelas epístolas de Inácio, também de Antioquia, pelo “martírio de Policarpo”, pelos apologistas e pelos heresiólogos, para que tal denominação se torne de uso corrente. E, bem cedo, a própria assonância os obrigou a contraporem-nos aos “cesarianos”, uma espécie de classe privilegiada, partidária da casa dos Césares, recordados por Epíteto e por Apiano, entre o I e o II século: a oposição entre César e Cristo é um dos dados mais seguros que podemos extrair da literatura eclesiástica antiga.

Não admira, portanto, que os primeiros autores romanos que se ocuparam da nova religião, de Plínio a Tácito e a Suetónio, apenas falem de um Cristo, (ou “Cresto”, por vezes confundido com um nome obscuro de escravo ou com uma divindade oriental salvadora (o “benfeitor”, o “excelente), nunca falando de Jesus; também não admira que face a uma ausência de referências de qualquer espécie à sua pessoa nos livros de história do hebreu Flávio Josefo, que se tornou amigo e colaborador dos conquistadores romanos no decurso da guerra 67-70 d.C., a devoção dos fiéis tenha procedido, após o início do século IV da nossa era, à invenção de referências, com todos os requisitos dignos de crédito, como “fraude piedosa” sugerida por uma fé intensa e irracional, tal como aconteceu em outros e inúmeros casos nos anais de todas as religiões. Basta pensar, ainda no campo do cristianismo, na falsidade clamorosa que põe em contacto epistolar o procurador Pôncio Pilatos e o imperador Tibério, a propósito do processo e da condenação à morte de Jesus, tal como na correspondência apócrifa entre Séneca e S. Paulo, ou entre o próprio Jesus e o rei Abgar V, de Edessa, na Osdroena e, para não nos aventurarmos em tempos mais longínquos, na pseudodoação de Constantino, na qual o poder pontifício se teria apoiado em grande parte da Itália, durante a Idade Média.


[CONTINUA]
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Editado pela última vez por Jerry em Qua Jan 16, 2008 6:46 pm; num total de 2 vezes
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erreve
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MensagemEnviada: Qua Jan 16, 2008 7:14 am    Assunto: Responder com citação

Obrigado Jerry, por seu esforço. :)

Você se importaria se eu viesse a publicar o texto que você está postando em outro sítio? Naturalmente citando a fonte e a orígem.
Jerry
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MensagemEnviada: Qua Jan 16, 2008 11:14 am    Assunto: Responder com citação

Por nada, RV!

Olha, meu esforço só terá realmente valido a pena se o texto for propagado. Como o livro é esgotado, é claro que a tendência é que essas informações fiquem restritas. Portanto, você estará nos fazendo um favor ao passá-las adiante.

Só precisa citar a fonte. Quantos textos maravilhosos temos na rede sem saber quem fez o trabalho hercúleo de digitá-lo? Prefiro ficar como mais um anônimo que trabalha pelo bem da democratização das informações... Wink

Ainda hoje postarei a continuação do primeiro capítulo, especialmente os argumentos de Donini que mostram que os evangelhos são de autoria de cristãos judeus da diáspora, que nunca estiveram na Palestina, e que portanto escreveram disparates sobre os lugares por onde Jesus passou.
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erreve
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MensagemEnviada: Qua Jan 16, 2008 11:42 am    Assunto: Responder com citação

Mas você está digitando o texto,?

Não tem como digitalizar e converter em texto com um OCR?
Jerry
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MensagemEnviada: Qua Jan 16, 2008 11:48 am    Assunto: Responder com citação

Sim, erreve, estou digitando. Não gosto muito de conversores, porque mandam para pdf, e sai com um monte de erro. Em vez de perder meu tempo corrigindo, prefiro digitar de vez. Além disso, vou usar trechos desses textos em minhas aulas numa faculdade onde dou aula eventualmente, e a xerox está horrível. Sabe aquela cópia de cópia de cópia? Como são só os dois primeiros capítulos, e como vou postando um pouco a cada dia...

Esse aí de cima eu levei 25 minutos para digitar. É que eu fiz datilografia, nos anos 80, com dez anos de idade, e pedi como presente à minha mãe uma máquina de escrever. Em vez de brincar na rua, ficava datilografando um monte de coisas. Adquiri prática. Com respeito à digitação em si não vejo problemas.
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erreve
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MensagemEnviada: Qua Jan 16, 2008 11:53 am    Assunto: Responder com citação

OK! se você domina o teclado (o que não é o meu caso).

Às vezes eu também faço isso, mas eu não tenho scanner e às vezes o livro onde está o texto a ser escaneado não permite uma boa reprodução.

Mas os OCR podem converter para .doc também, depende de como você configura a saída. Às vezes, o programa de digitalização confunde os caracteres e dá alguns erros, mas fica mais rápido revisar o texto digitalizado do que digitá-lo.
Jerry
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MensagemEnviada: Qua Jan 16, 2008 1:17 pm    Assunto: Responder com citação

O que eu vou postar logo abaixo é a continuação do primeiro capítulo do livro do historiador italiano Ambrogio Donini, cuja bibliografia completa encontra-se na primeira postagem deste tópico.

O autor mostra-nos aqui que quem escreveu os Evangelhos canônicos não conhecia nem a geografia nem a topografia da Palestina, e cita vários exemplos que comprovam isso.

Mas ele vai mais além. Mostra absurdos em vários episódios bíblicos, alguns aparentemente irrelevantes, como:

* A inexistência de Nazaré à época que Jesus viveu;
* A legião de demônios que incorpora em centenas de porcos;
* A pomba como animal sagrado;
* O galo ter cantado antes de Pedro ter traído a Cristo três vezes;
* A refeição noturna do Senhor;
* O uso de uma moeda com a imagem de César por Cristo;
* A virgindade de Maria antes de conceber a Cristo;
* etc.

A tônica de Donini nestes casos não é simplesmente dizer que eram absurdos, mas mostrar que só poderia ter concebido tais idéias como fazendo parte do mundo hebraico apenas quem não tinha total intimidade com a Palestina, como era o caso dos hebreus que viviam fora. Leiam e vejam por si mesmos.
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Jerry
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MensagemEnviada: Qua Jan 16, 2008 1:20 pm    Assunto: Responder com citação

[Continuação]

UM PAÍS FORA DA REALIDADE

Que todos os escritos que nos confiam o testemunho da pregação, da paixão e da morte de Cristo foram redigidos – ou, nalguns casos raros, traduzidos – fora da Palestina, e a grande distância das datas supostas para o desenvolvimento dos factos narrados, impregnados de anacronismos, de incoerências e de contradições, é um elemento que só nos é dado, em parte, pelos conhecimentos escassos e confusos que os autores desses escritos revelam em relação à geografia e à topografia política e religiosa da zona a que se referem e às tradições rituais e culturais do povo judaico.

A Palestina que tais autores descrevem é um país absolutamente fora da realidade.

Os evangelistas chamam “mar” ao lago de Genesaré (em hebraico Kinnèreth ou Kinnàroth), de 11 por 20 km apenas, ou de Tiberíade – porém, o nome desta cidade não figura nunca, a não ser num passo controverso do Evangelho de S. João (VI, 23), embora se tratasse de uma cidade importante na sua região, construída havia pouco tempo e elevada a capital da Galileia pelo menos até 61 d.C. – e para Jesus regressar de Tiro ao lado da Galiléia, os evangelistas fazem-no passar por Sídon, que fica 35 km para o norte, e fazem-no circundar o lago “no interior do território da Decápolis”, isto é, através das dez cidades da Transjordânia que, juntamente com Citópolis na Samaria, tinham formado uma aliança, sob a autoridade directa de Roma, completamente fora de toda esta região.

Muitos dos centros habitados deste país convencional, bem mais simbólico do que real, colocam sérios problemas de topografia, a começar pela pequena cidade de Nazaré, que não se encontrou citada em nenhum autor judaico anterior a meados do século IX – nunca no Antigo Testamento, nem em Flávio Josefo que menciona, no entanto, quase todas as localidades mais importantes da sua terra de origem – tudo leva a crer ter sido “inventada”, na base de uma falsa etimologia do termo nazareno ou nazoreu, que indicava simplesmente uma seita local de puros e de ascetas. As indicações que os Evangelhos nos dão sobre o monte da crucificação e da sepultura de Jesus (em dialecto aramaico Golgothà, ou “crânio”, “caveira”, em latim Calvària) são incertas e contraditórias; de resto, o local exacto apenas foi “descoberto” no tempo de Constantino, não antes de 326, em condições que levantam muitas dúvidas, pois esse local era consagrado a Vénus e quiseram-no cristianizar, asseverando que, contrariamente ao que se pensava, o que ali se encontrava era o túmulo de Cristo.

Acerca da flora e da fauna da Palestina, são-nos dadas informações genéricas, que podiam ser aplicadas a qualquer outro país do Mediterrâneo.

Referem o figo, a azeitona, a vinha, ao passo que ignoram as plantas típicas da região, como o cedro e a tâmara; numa das parábolas mais famosas, a do bago de mostardeira, fala-se desta planta, que atinge no máximo um metro de altura, como se fosse uma verdadeira árvore, com ramificações impossíveis. Os animais são os mesmos que se encontram na Ásia Menor, em Itália ou na África Setentrional: o lobo, a víbora, o corvo, a raposa, a ovelha, a cabra, o burro, os gafanhotos. Mas os Evangelhos sinópticos referem candidamente que na “terra dos Gerasèni” segundo S. Marcos (V, 1-20) ou dos “Gedarèni”, segundo S. Mateus (VIII, 28-34), ou dos “Gergesèni”, segundo S. Lucas (VIII, 26-39), precisamente nos sítios onde o porco era o animal mais impuro, se podia encontrar uma vara de duas mil cabeças, que se teria precipitado nas águas do lago. No entanto é verdade que num local da emigração, em Elêusis, existia um rito de purificação helênico, que consistia em deitar porcos ao mar, carregados com todos os pecados da comunidade, o equivalente pagão do “bode expiatório” judaico e do “cordeiro de Deus, que carrega consigo todos os pecados do mundo”, da liturgia cristã.

A pomba, que desce sobre Jesus como o “espírito de Deus” no momento do baptismo, era um animal sagrado dos samaritanos, gente odiada e desprezada, pelos hebreus mais convictos, como estrangeiros e hereges; mas na emigração, na Síria, e no mundo greco-romano, a pomba era dotada de atributos divinos, como símbolo de Astarte e de Afrodite-Vénus. Os evangelistas crêem que, na noite da paixão, um galo cantou três vezes em Jerusalém, enquanto o Talmude, colectânea dos passos bíblicos e das normas ético-jurídicas judaicas, um pouco posteriores à fase apostólica, nos informa que não existiam galos na cidade santa. O conhecido episódio da transformação da água em vinho, por ocasião das “bodas”, não melhor precisadas em Canaã, na Galileia, episódio que apenas é referido no Evangelho de S. João, recorda, na realidade, um rito de purificação, no desenrolar das “bodas sacras” de Dioniso que, para melhor celebrar tal ierogamia, tinha dado às Ménades o poder de trocar a água por vinho, no dia da inauguração das taças, pequenos vasos de pedra preparados para as abluções habituais dos hebreus. E os exemplos poder-se-iam multiplicar.

A Judeia dos Evangelhos é um país onde nunca chove, onde nunca há frio e onde os pastores passam as noites ao ar livre no Inverno. Na Galileia, os camponeses e os próprios discípulos de Jesus trajam indumentárias gregas: o himation, o chitone e a clamide, e não as que eram características das pessoas da região. Os apóstolos têm, na sua maioria, nomes gregos: Filipe, André, Tadeu, que é o equivalente de Theuda o Dositeo, os dois Simões, nome bem diferente do “Sumeone” do Evangelho de S. Lucas (II, 25), e João, “Ioànnes”, que não pode derivar do hebraico ionah, “pomba”, ainda que tal assonância possa ter contribuído para fazer nascer a lenda da descida do céu do símbolo divino do “espírito” de Javé, invocado por S. João Baptista, Mateus, ou Levi, Bartolomeu (“filho de Ptolomeu” em aramaico), Tomé, forma grecizada de toma, o “gêmeo”, embora não se saiba bem de quem, e os dois Judas, o Iscariotes e o que nalguns passos também recebe o nome de Tadeu, são certamente nomes semitas. Tiago, por seu lado, de Iàqub, transcrito em grego “Iàkobos”, pode ter sido confundido com Iacchos, um dos nomes míticos de Dioniso: o barulhento, aquele que grita. Talvez daí o seu apelido, extensivo ao seu irmão João, de “Boanergès”, do aramaico “filho do som”, mas que, na realidade, significava em grego “a voz possante”.

No campo mais propriamente religioso, a ideia de mandar beber o sangue – e de consumir a carne – de Cristo, por ocasião da última ceia, à memória do seu sacrifício, não podia surgir senão num ambiente não hebraico, dado que a lei judaica proibia severamente o consumo do sangue (Génese, IX, 4-5; Levítico, III, 17, XVII, 10); tal “tabu”, reconhecido igualmente nos Actos dos Apóstolos como figurando entre as decisões do chamado “decreto de Jerusalém” (XV, 20), é ainda válido para os israelitas de hoje. Quem quer que tivesse dito, na Palestina: “Tomai e bebei, este é o meu sangue”, teria logo sido apedrejado no lugar; não na emigração, onde tal rito era comum a muitos cultos de mistério. Na liturgia egípcia de Ísis, o sacerdote, ao benzer a taça, pronunciava a frase ritual: “Tu és vinho, e não és vinho, mas as vísceras de Osíris”. Comer a carne de Deus, do próprio Deus, era também algo de impossível para um hebreu; mas Átis e Mitra, divindades orientais, tinham instituído, antes da sua morte, numa espécie de “última ceia”, um rito de comunhão com o pão, que simbolizava o consumo dos seus corpos.

O conhecidíssimo episódio da moeda que Jesus teria pedido precisamente em Jerusalém, para afirmar a legalidade do tributo fiscal “a César” e, portanto, o denarius de ouro ou de prata – só bastante mais tarde aparecerá a cunhagem em cobre – cunhado com a efígie do imperador, é um episódio que não era possível na Judeia. Dada a aversão dos hebreus face à reprodução da imagem de um homem, nem que fosse numa simples moeda (“tabu” ancestral, próprio também dos povos árabes), os romanos tinham-lhes feito a concessão de cunhar moedas de bronze, sem qualquer representação humana. Numa cidade da “diáspora” teria sido um facto natural; em Jerusalém, teria dado lugar a incidentes e a contestações. Os fariseus teriam tido ocasião de apanhar Jesus em falta, não tanto em relação ao pagamento do “censo”, mas devido ao sacrilégio de manusear um objecto impuro, intocável. É provável, todavia, que este caso se refira às polémicas surgidas entre os hebreus na emigração, no tempo de Domiciano, nos finais do século, no seguimento das disposições que previam fazer entrar para o erário imperial os contributos que eram enviados para o Templo, depois de sua destruição no ano 70.

A propósito do grande problema do “repúdio”, ou divórcio, o Evangelho de S. Mateus (XIX, 9 ) declara que ele pode ser lícito apenas em caso de adultério por parte da mulher; porém, S. Marcos põe na boca de Jesus que “uma mulher que repudie o marido, para casar com outro, é adúltera” (X, 12), revelando deste modo uma ignorância abissal relativamente ao direito matrimonial hebraico, que não conhecia o divórcio pedido por iniciativa da mulher. Tal direito era absurdo na Judeia, mas na emigração, e sobretudo em Roma, era um caso muito frequente. Mais uma vez nos sentimos transportados para um ambiente completamente diferente do da terra de origem.

Para um hebreu palestiniano, proclamar-se “filho de Deus”, para além do natural reconhecimento da paternidade atribuída à divindade por quase todas as religiões, constituía um delito passível de pena de morte imediata (S. Marcos, XIV, 64; S. João, XIX, 7); tal locução era, no entanto, normal na emigração, nos centros do mundo greco-romano, desde que o nome de Dioniso, de raiz traço-frígia, entrara precisamente com este sentido nos cultos de mistérios helénicos (nùsos significa “filho”). Um “filho de Deus” também podia morrer: é o caso do próprio Dioniso-Orfeu, além de Asclépio, morto pelo fulgor de Zeus, e de Hércules, que pereceu no meio de chamas. A designação era igualmente extensiva aos imperadores romanos: uma inscrição grega, num pedestal de mármore, em Pérgamo, na Ásia Menor, saúda Augusto como “filho de Deus”: talvez fosse o equivalente do divi filius latino.

A leitura do Evangelho revela, a vários níveis, mas sempre claramente, a preocupação de mostrar que Jesus realizou, na sua vida e nas suas gestas, as profecias e as indicações messiânicas do Antigo Testamento.

Um facto que nos surpreende é o de todas as citações da Bíblia não terem sido traduzidas para o grego directamente do hebraico, como seria de esperar; são sempre tiradas da chamada “versão dos setenta”, de origem alexandrina, que circulava nas comunidades judaicas da emigração. É sabido que esta tradução, da qual nos fala nos inícios do século I a.C. a famosa Carta de Arísteas ao irmão Filócrates, se afastava então da acepção hebraica tradicional; segundo a lenda, deveria ter sido elaborada por ordem do rei Ptolomeu Filadelfo (282-246 a.C.), para uso de mais de um milhão de hebreus imigrados, em Alexandria (do Egipto). Pensava-se que tinha sido levada a cabo, sob a inspiração divina, por 70 (ou 72, seis para cada uma das 12 tribos de Israel) peritos, em 70 (ou 72) dias; na realidade, requerera mais de meio século de trabalho. A versão referida introduziu no grego koinè muitos semitismos e elementos lexicais locais; só mais tarde, entre o século I e II d.C., apareceram as versões de Aquila, Símaco e Teodósio, por vezes ainda menos fiéis do que a dos “Setenta”.

Tudo isto, entre outros factores, deu origem a algumas formulações dogmáticas, nos Evangelhos, como a do “nascimento virginal” de Jesus, que se devem a erros crassos de tradução.

A “jovem mulher”, em hebraico halmah, que, segundo um passo do profeta Isaías (VII, 14), tomado em sentido messiânico só no Evangelho de S. Mateus (I, 23), teria concebido um filho, antes do rei da Síria e do rei de Israel, coligados, tentarem expugnar Jerusalém, já se tornara, na versão dos “Setenta”, talvez sob a influência de mitos partenogénicos solares ligados ao culto de Ísis, uma “virgem”: daí a ideia de um parto miraculoso do Messias, inconcebível num ambiente palestiniano, mas aceitável em território helenístico. O Cristo da tradição hebraica deve ter sido um homem da “semente de David” e não uma personagem divina, nascida de maneira sobrenatural.

No mundo greco-romano, porém, a vinda à luz de seres excepcionais era imediatamente associada a intervenções prodigiosas, ou mesmo a episódios de “partenogênese” (parto virginal), como foram os acasos de Pitágoras, Platão ou do próprio Augusto. Perseu nascera de Dánae, virgem fecundada por uma chuva de ouro; o apologista cristão Justino, no século II d.C., chegará a ver nesta analogia uma invenção diabólica, tendente a afastar os homens da via justa (Apologia primeira, LIV).

Algo de semelhante verificar-se-á depois num dos inúmeros textos “apócrifos”, isto é, não inspirados, “escondidos” sob um nome falso, mas nem por isso menos válidos para uma reconstrução da primitiva ideologia eclesiástica, o Evangelho do Pseudo S. Mateus, cap. 14, onde o Menino Jesus aparece acomodado na manjedoura “entre dois animais”, a vaca e o burro do presépio tradicional. Trata-se, na realidade, de um erro banal de tradução, do grego dos “Setenta”, de um passo do profeta menor Habacuc, III, 2, onde se pode ler que o futuro Salvador de Israel se teria dado a conhecer “entre duas épocas”, ou seja, no nosso tempo, nos nossos dias: para o genitivo plural de época e de animal, a língua grega tem uma mesma palavra, e em latim a expressão foi traduzida por “in médio duorum animatilium”, no meio de dois animais!

Poder-se-ia citar outros casos. Mas o resultado é sempre o mesmo, isto é: os Evangelhos foram pensados e redigidos longe da Palestina, em ambientes ainda ligados ao judaísmo, mas já sob a influência de motivos religiosos orientais e helenísticos, de inspiração não-bíblica.


[Continua]
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Reginaldo
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MensagemEnviada: Qua Jan 16, 2008 8:45 pm    Assunto: Responder com citação

Jerry, quanta coisa para se pensar e pesquisar, seu esforço valeu para mim um material abundante que só até aqui vai me tomar um bom tempo.
Estou boquiaberto com os problemas geográficos, topológicos, anacronismos, apócrifos, puts, etc. .
Eu usava dessas mesmas coisas para derrubar o livro de Mormon.

Jerry, de coração agradeço o esforço, estarei salvando a matéria e espero afundar minha cabeça nisso.
Johannes
Visitante






MensagemEnviada: Qui Jan 17, 2008 3:30 am    Assunto: Responder com citação

Bah! Excelente, excelente!

Nunca me dei conta das questões dos porcos, da pomba e do galo! E as questões geográficas também nunca me passaram pela cabeça, nem eu sabia desses disparates geográficos e isso que sou um leitor ávido sobre as origens do cristianismo! Que dirá pessoas ignorantes, ou pior, pessoas que consideram o cristianismo como a "ultima e unica salvação eterna" de seus egos!

Muito obrigado Jerry, pela digitação e saiba que seu esforço em compartilhar essas informações transcendem os limites do fórum, pois cada palavra digitada aqui pode ser rastreada atravás da busca do onisciente Google! Hehe! Com certeza todos que estiverem pesquisando sobre as origens do cristianismo pelo Google vão dar uma passadinha por aqui! Viva a informação!
zeca
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MensagemEnviada: Qui Jan 17, 2008 10:09 am    Assunto: Responder com citação

A Livraria Acervo Editorial tá vendendo o seu unico exemplar por 30 reais:

título: História do Cristianismo: das Origens a Justiniano
autor: Ambrogio Donini
editora: Edições 70
ano: 1988
preço: R$ 30,00
estante: História Geral
meta-estante: História Geral
cadastrado em: segunda-feira, 14/1/2008. 14:52:58
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